A ARQUITETURA DA CHAPADA DOS GUIMARÃES

 

É fácil percebermos a arquitetura da cidade de Chapada dos Guimarães, andando pelas ruas ao olhar as casas mais antigas o que mais chama a atenção a cumeeira da casa (a parte mais alta do telhado, também chamada de capelo) ser sempre deslocada para a frente da casa, não na metade da casa, e a frente fica com um pé direito(altura do chão até o teto)bem alto, enquanto que a cozinha com fogão a lenha, fica bem baixinha o quanto mais comprida for a casa. Algumas possuem uma estrutura de madeira para o telhado com esteios fincados no chão (normalmente aroeira)os telhados feitos de telhas de barro muitas vezes moldadas nas cochas dos escravos e a armação de madeira roliça ou cobertas de palha de buriti ou aguaçu, as paredes são de adobe (tijolos grandes de argila e as vezes com mistura de cascalho e estrume, secados ao sol).O alicerce normalmente de pedra canga, as mais antigas eram lavradas logo após terem sido desenterradas (uma profissão que desapareceu). As janelas e portas com beiral de grossos troncos aparelhados e janelas e portas lisas com trancas de travessões pôr dentro. O piso às vezes de terra de "cupinzeiro" tornando-se muito resistentes e firmes, podem ser também de "mesanelas"(espécie de tijolo quadrado) ou as mais modernas de ladrilhos hidráulicos feitos de cimento, podendo variar a cor entre o vermelho, preto ou amarelo. Os móveis muito rústicos e funcionais, o uso de redes era tradicional. Normalmente a casa possuía uma "casinha fora para as necessidades com uma fossa negra. A iluminação era com lamparinas a querosene ou lampiões em algumas casas.

Em 1875 o engenheiro Calaça que veio fazer um levantamento para a construção de uma ferrovia ligando Cuiabá à "Lagoinha de Cima" em Chapada, descreveu como uma "pitoresca vila" assentada num dos pontos mais salubres e belos da região cortada pelo córrego da Prainha, permanente, mas com água "um tanto descalcificada". O povoado consistia" em duas ruas principais, a de Cima e a de Baixo, com o grande largo da igreja ao centro, e algumas travessas, que são trilhos ligando às duas artérias."

Ao construírem a igreja com paredes grossas de terra socada, fizeram um enorme buraco em frente, que durante mais de um século foi uma lagoa, onde havia mato e animais domésticos pastando. Somente pôr volta de 1953 o subprefeito de Cuiabá, Cipriano Curvo, iniciou a obra de aterrar a praça, como prefeito nomeado de Chapada que havia sido recém‚ desmembrada de Cuiabá, e seu primeiro prefeito foi Adalberto Sampaio que prosseguiu a obra da praça,na gestão de Apolônio Bouret de Melo foi feita uma cerca de arame com cancelas em todos os lados, isso para evitar que o gado e animais dos currais do entorno continuassem a freqüentar também a praça.

Com o crescimento da cidade é preciso conservar a arquitetura tradicional e valorizar a história da cidade, e evitar a demolição das residências antigas, que trazem os sinais de um passado cheio e cultura e riqueza, reviver o artesanato, dos teares e os alambiques que tanto deram fortuna região, das danças e festas da população, da sabedoria da utilização dos remédios naturais e a deliciosa culinária chapadense.

 

Bibliografia: MESQUITA, José de. "A Chapada Cuiabana" Cuiabá -1940

Informações orais de Lídia Mercês Paixão.

 

 

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