Novidades em Chapada dos Guimarães

SOS Pantanal - Incêndios 08/07/2021 02:17

SOS Pantanal treinou brigadas para evitar incêndios durante período da seca de 2021 

Os combatentes irão lutar contra uma estiagem que aponta para um período de queimadas pior do que em 2020, quando o bioma enfrentou a pior seca em 50 anos

da Assessoria 

Imagens Gustavo Figueirôa 

 

 

                    

 

 

 

SOS Pantanal realizou treinamentos de várias brigadas voluntárias para evitar incêndios durante período da seca de 2021. Os combatentes irão lutar contra uma estiagem pior do que em 2020, quando o bioma enfrentou a pior seca em 50 anos

​Vinte e sete brigadas rurais receberam treinamento e equipamentos para o combate aos incêndios florestais no Pantanal. Uma expedição entre os dias 31 de maio a 28 de junho percorreu regiões em Mato Grosso e Mato Grosso do Sul, para formação dos combatentes. As regiões serão pontos fixos de equipes que irão atuar em 2021 para evitar que os incêndios tomem proporções incontroláveis, como os que atingiram o bioma na última temporada de seca.

A criação dessas brigadas locais foi uma iniciativa do Instituto SOS Pantanal, que acompanhou os esforços nacionais de 2020 contra o maior incêndio da história do Pantanal, quando o fogo atingiu 26% do bioma. A iniciativa deste ano foi uma tentativa de mitigação dos danos desencadeados pelo fogo fora de controle na paisagem e vida dos pantaneiros.

O objetivo das brigadas é usar o conhecimento dos pantaneiros para combater os incêndios. "O pantaneiro já possui uma relação empírica de controle do fogo há anos. Por isso tivemos a ideia de reunir essas brigadas rurais como uma estratégia mais barata e rápida de respostas ao fogo", explica Leonardo Gomes, diretor de relações institucionais do Instituto SOS Pantanal.

As brigadas foram treinadas com apoio do Centro Nacional de Prevenção e Combate aos Incêndios Florestais (Prevfogo) do Instituto brasileiro do meio ambiente e dos recursos naturais renováveis (Ibama), em convênio com o SOS Pantanal. Também apoiaram este treinamento o Corpo de Bombeiros e o Serviço Florestal dos Estados Unidos.

A localização das brigadas partiu de uma avaliação estratégica. Foram analisados os pontos dos últimos incêndios e onde o fogo geralmente é um problema na estiagem.  "Cruzamos essa informação de incêndios anteriores com informações de onde estaria o maior número de biomassa (vegetação sem manejo) foram a base para traçarmos um mapa do Pantanal onde estão os melhores pontos para bases fixas.", explica Leonardo do SOS Pantanal. 

A expedição começou no dia 31 de maio de 2021 na região do Pantanal de Mato Grosso do Sul e se estendeu até 28 de junho no Mato Grosso.

O primeiro curso ocorreu na Fazenda Novo Horizonte. Foram cinco cursos nessa primeira etapa que deve formar até 18 turmas de brigadistas.

"É muito importante que os proprietários reconheçam que existe um problema de incêndios florestais na região. Assim conseguimos abrir as porteiras das fazendas, oferecer treinamentos estratégicos e distribuir equipamentos.", explica Alexandre Pereira, analista ambiental do Ibama/Prev-fogo de Mato Grosso do Sul, responsável pelo treinamento e coordenação de estratégias.

 Os cursos terminam com uma queima controlada mediante o uso do fogo frio - técnica licenciada pelos órgãos ambientais para redução da possível material de combustão (biomassa) em regiões estratégicas. Essa técnica funciona como uma forma de combate às queimadas em períodos críticos.

"O fogo é igual para todos, mas quando lidamos com os funcionários das propriedades rurais pantaneiros, atuamos com muitos com uma rica experiência de combate no Pantanal. O que estamos fazendo é refinar esse trabalho e trocar experiências. O mais importante dessa ação é que essas brigadas contribuam como primeira linha de ação dos focos de fogo. O tempo de resposta nesse caso é muito melhor e eficaz, pois essas pessoas já estão no Pantanal. Assim é mais fácil evitar que esses primeiros focos de fogo acabem em grandes incêndios", diz, Alexandre, analista ambiental do Ibama. Em julho haverá um novo treinamento e a finalização da entrega dos equipamentos.

Lições e novos alertas

​O último ano foi marcado pela maior seca em cinco décadas no Pantanal. A falta de chuvas somada às queimadas ilegais desencadeou incêndios florestais e uma paisagem de desastre no bioma em 2020. Muitas porções de vegetação antes protegidas foram completamente dizimadas.

Unidades de conservação como o Parque Estadual do Encontro das Águas, o Parque Nacional do Pantanal e a Reserva Particular do Patrimônio Natural do Sesc Pantanal, em Mato Grosso, tiveram mais de 85% de suas áreas consumidas pelas chamas. Os danos reais desses incêndios na paisagem e biodiversidade do bioma ainda não foram estimados. O mesmo aconteceu em Chapada dos Guimarães com uma extensão territorial atingida por incêndios há muito tempo não registrada como as ocorrências do ano passado.

​Desde maio a Agência Nacional de Águas (ANA) aponta que o Pantanal será atingido por uma seca pior do que a do ano passado. "A proposta de formação de brigadas partiu desse aprendizado do 2020. Foi quando lançamos campanhas de arrecadação com pessoas físicas e empresas para que tivéssemos fundos de enfrentamento às queimadas esse ano. O valor arrecadado é a base de financiamento desse treinamento e da compra de equipamentos", explica Leonardo do SOS Pantanal.

​Formadores de opinião engajados nas campanhas de arrecadação de fundos pelo Pantanal acompanharam os treinamentos como a apresentadora Rafa Kalimann, que fez lives e apoiou a divulgação da grave situação do fogo na região há um ano, visitou a região no dia 05 de junho.

Rafa acompanhou os treinamentos nas fazendas Caiman e Santa Sofia, em Mato Grosso do Sul para exibir aos doadores e a seu público como foram as estratégias de enfrentamento do fogo neste ano.

Os treinamentos das brigadas de Mato Grosso, na região de Porto Jofre, em Poconé, foram acompanhados pelo ator Mannuel Costa. O local foi um dos mais afetados pelos incêndios florestais de 2020, com graves consequências para a fauna. Foi nesta que três onças-pintadas foram resgatadas com seus corpos gravemente queimados. Apenas um destes animais conseguiu ser reintroduzida de volta à natureza.

Outra ação de Rafa Kaliman e do ator Mannuel Costa foi apresentar o Pantanal para os brasileiros que ainda não conhecem. O bioma é um dos pontos de mega diversidade do mundo e uma das regiões mais preservados do Brasil, com 84% de sua vegetação conservada. Mas poucos conhecem essa morada de mais de 450 espécies de aves, 263 de peixes, 122 de mamíferos e refúgio estratégico para animais ameaçados de extinção em outras regiões do Brasil, como o tuiuiú, a onça-pintada e o tatu-canastra.

Serra acima

Em Chapada dos Guimarães, região onde se origina parte das aguas que contribuem com a planície pantaneira, os treinamentos foram realizados pelo Cel. Barroso em tres dias num primeiro momento com os moradores na região do P.A. Quilombo e depois para brigadistas voluntários da Eco Vila Morro Velho e moradores do atual bairro Aldeia Velha que no século XVIII foi a primeira ocupação dos colonizadores.

Na aula inaugural no P.A. Quilombo, o presidente da associação do moradores Sr. Amorim e Dona Lucinete receberam a equipe do Cel. Barroso, Leonardo e Gustavo da SOS Pantanal, o prefeito Osmar Froner e a primeira dama Hélia Mello, Lício e Rose da Casa Solidária e colaboradores.

 

Além da distribuição de equipamentos pelo SOS Pantanal, a entidade local Casa Solidária e a Prefeitura arrecadaram alimentos para o fornecimento de refeições durante o treinamento. 


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